quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Mais Produtividade para sua Empresa

Este post é do site economia.ig.com.br do dia 06/12/2013.
Trata justamente de um dos principais motivos (senão o principal), da falta de produtividade dos colaboradores nas empresas.
O Instituto de Educação em Gestão Familiar - Emerson Fabris ministra a Palestra - A Família e o Desempenho Profissional, que aborda exatamente o que é relatada nesta matéria.

Para maiores informações sobre a Palestra acesse: http://gestaofamiliar.com.br/palestrante-financas-pessoais.php




Matéria

Empresas aumentam produtividade com saúde financeira dos empregados
Companhias como HP e Siemens passaram a investir em programas de educação financeira e colhem os frutos com menos afastamentos e queda de dias perdidosTaís Laporta - iG São Paulo | 06/12/2013 06:00:00
Uma empresa é mais produtiva não só quando seus funcionários estão com boa saúde física. O controle das finanças pessoais da equipe também impacta nos resultados da companhia. Essa foi a conclusão da HP Brasil após implantar, em 2010, um programa de orientação financeira e de saúde voltado a seus 8 mil empregados no País.

A companhia passou a oferecer uma linha de 0800 para promover o encontro entre o funcionário que procura ajuda e um consultor financeiro, tudo de forma sigilosa. “Ele pode agendar uma visita em sua casa para tentar solucionar seu problema e reorganizar o orçamento doméstico”, conta a diretora de remuneração e benefícios da empresa, Claudia Giusti.

A executiva recebeu o retorno de um empregado que sonhava levar o filho para conhecer a Disney, nos Estados Unidos, mas não sabia como planejar seus gastos. “Em seis meses ele conseguiu efetivar a viagem, com a ajuda do programa”, conta.
Livrar-se das dívidas e comprar a casa própria são as principais necessidades dos que procuram orientação no projeto. O número de interessados em solucionar problemas financeiros chegou a 25% do quadro de funcionários (2 mil) da empresa entre janeiro e outubro deste ano.
A empresa também dedica palestras para aprender a planejar um casamento, começar a investir,programar a aposentadoria e até ingressar na Bolsa de Valores – interesse que tem crescido com força dentro do programa, segundo Claudia.
A atenção com o bolso, aliada à saúde física, refletiu diretamente na redução de funcionários afastados da HP por problemas diversos. Caiu de 178 em 2009 – último ano antes do início do programa – para 98 em 2013.
Os dias de trabalho perdidos – pela abstenção dos empregados – tiveram queda de 67% no mesmo período, passando de 287 para 97. O índice de engajamento dos funcionários também subiu 12 pontos percentuais de 2009 para cá na empresa.

O principal objetivo que leva uma empresa a investir em educação financeira é aumentar ou recuperar a produtividade, segundo André Massaro, consultor financeiro e autor do livro “Guia de Educação Financeira no Ambiente de Trabalho”, que pode ser baixado gratuitamente
“Algumas companhias também adotam estes programas para promover o uso eficiente de alguns benefícios, especialmente planos de previdência privada, e para fortalecer a imagem de responsabilidade social”, destaca.
Afogados em dívidas
A Prolim, fabricante de produtos de limpeza de Taubaté (SP), decidiu implantar um programa de educação financeira em julho deste ano, devido ao grande número de atendimentos individuais a funcionários em situação crítica de endividamento. Muitos deles haviam esgotado as fontes de financiamento possíveis, como crédito consignado e cheque especial.
“Em muitos casos, os profissionais chegavam ao ponto de pedir para serem demitidos e terem acesso às verbas rescisórias”, conta o gerente de RH da empresa, Sérgio Souza. Segundo ele, a empresa tinha custos elevados com verbas não previstas e gastos com processos de recrutamento.
 “Também percebemos que todo funcionário que não está bem financeiramente não consegue ser produtivo ou trabalhar motivado”, explica o executivo. Para solucionar o problema, a empresa buscou consultores especializados no mercado para fornecer orientação de finanças pessoais voltada para as necessidades dos empregados.
O programa envolveu 100% dos funcionários, com aulas teóricas visando a prevenção e a reversão de situações críticas, para num próximo passo avaliar se houve redução de problemas de endividamento.
Segundo o consultor Massaro, o atendimento deve ser diferenciado para cada perfil de empregado. “Um profissional de nível executivo costuma ter grau de conhecimento de finanças e necessidades muito diferentes de outro de nível operacional. O mesmo acontece com faixas etárias muito distintas”, explica.
Planejando o pós-carreira
Siemens, fabricante de tecnologia, também implantou seu programa de educação financeira, mas voltado à preparação para o pós-carreira, para colaboradores acima de 53 anos. “O objetivo é sensibilizá-los para a necessidade do planejamento prévio e de um projeto de vida nesta nova fase”, explica a gerente de RH da empresa, Maria Cristina Nader.
Outra iniciativa da empresa é voltada para os operários da fábrica, que teve o projeto experimental em Cabreúva, no interior paulista. Ambos os projetos foram formatados no modelo de workshops, com duração de 5 horas.
Segundo a executiva da Siemens, o programa contribuiu positivamente para o clima organizacional. “A iniciativa fortalece a imagem da empresa, valoriza o programa de previdência privada e diminui o presenteísmo (trabalhar doente no ambiente de trabalho)”, conta.

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