Este post é do site economia.ig.com.br do dia 06/12/2013.
Trata justamente de um dos principais motivos (senão o principal), da falta de produtividade dos colaboradores nas empresas.
O Instituto de Educação em Gestão Familiar - Emerson Fabris ministra a
Palestra - A Família e o Desempenho Profissional, que aborda exatamente o que é relatada nesta matéria.
Para maiores informações sobre a Palestra acesse:
http://gestaofamiliar.com.br/palestrante-financas-pessoais.php
Matéria
Empresas aumentam produtividade com saúde
financeira dos empregados
Companhias como HP e Siemens passaram a investir em programas de
educação financeira e colhem os frutos com menos afastamentos e queda de dias
perdidosTaís Laporta - iG São
Paulo | 06/12/2013 06:00:00
Uma empresa
é mais produtiva não só quando seus funcionários estão com boa saúde física. O
controle das finanças pessoais da equipe também impacta nos resultados da
companhia. Essa foi a conclusão da HP Brasil após implantar, em 2010, um programa de
orientação financeira e de saúde voltado a seus 8 mil empregados no País.
A
companhia passou a oferecer uma linha de 0800 para promover o encontro entre o
funcionário que procura ajuda e um consultor financeiro, tudo de forma
sigilosa. “Ele pode agendar uma visita em sua casa para tentar solucionar seu
problema e reorganizar o orçamento doméstico”, conta a diretora de remuneração
e benefícios da empresa, Claudia Giusti.
A
executiva recebeu o retorno de um empregado que sonhava levar o filho para
conhecer a Disney, nos Estados Unidos, mas não sabia como planejar seus gastos.
“Em seis meses ele conseguiu efetivar a viagem, com a ajuda do programa”,
conta.
Livrar-se das dívidas e comprar a casa própria são as
principais necessidades dos que procuram orientação no projeto. O número de
interessados em solucionar problemas financeiros chegou a 25% do quadro de
funcionários (2 mil) da empresa entre janeiro e outubro deste ano.
A
atenção com o bolso, aliada à saúde física, refletiu diretamente na redução de
funcionários afastados da HP por problemas diversos. Caiu de 178 em 2009 –
último ano antes do início do programa – para 98 em 2013.
Os
dias de trabalho perdidos – pela abstenção dos empregados – tiveram queda de
67% no mesmo período, passando de 287 para 97. O índice de engajamento dos
funcionários também subiu 12 pontos percentuais de 2009 para cá na empresa.
O principal
objetivo que leva uma empresa a investir em educação financeira é aumentar ou
recuperar a produtividade, segundo André Massaro, consultor financeiro e autor
do livro “Guia de Educação Financeira no Ambiente de Trabalho”, que pode ser baixado
gratuitamente.
“Algumas
companhias também adotam estes programas para promover o uso eficiente de
alguns benefícios, especialmente planos de previdência privada, e para
fortalecer a imagem de responsabilidade social”, destaca.
Afogados em dívidas
A
Prolim, fabricante de produtos de limpeza de Taubaté (SP), decidiu implantar um
programa de educação financeira em julho deste ano, devido ao grande número de
atendimentos individuais a funcionários em situação crítica de endividamento.
Muitos deles haviam esgotado as fontes de financiamento possíveis, como crédito
consignado e cheque especial.
“Em
muitos casos, os profissionais chegavam ao ponto de pedir para serem demitidos
e terem acesso às verbas rescisórias”, conta o gerente de RH da empresa, Sérgio
Souza. Segundo ele, a empresa tinha custos elevados com verbas não previstas e
gastos com processos de recrutamento.
“Também percebemos que todo funcionário que
não está bem financeiramente não consegue ser produtivo ou trabalhar motivado”,
explica o executivo. Para solucionar o problema, a empresa buscou consultores
especializados no mercado para fornecer orientação de finanças pessoais voltada
para as necessidades dos empregados.
O
programa envolveu 100% dos funcionários, com aulas teóricas visando a prevenção
e a reversão de situações críticas, para num próximo passo avaliar se houve
redução de problemas de endividamento.
Segundo
o consultor Massaro, o atendimento deve ser diferenciado para cada perfil de
empregado. “Um profissional de nível executivo costuma ter grau de conhecimento
de finanças e necessidades muito diferentes de outro de nível operacional. O
mesmo acontece com faixas etárias muito distintas”, explica.
Planejando o
pós-carreira
A Siemens, fabricante
de tecnologia, também implantou seu programa de educação financeira, mas
voltado à preparação para o pós-carreira, para colaboradores acima de 53 anos.
“O objetivo é sensibilizá-los para a necessidade do planejamento prévio e de um
projeto de vida nesta nova fase”, explica a gerente de RH da empresa, Maria
Cristina Nader.
Outra
iniciativa da empresa é voltada para os operários da fábrica, que teve o
projeto experimental em Cabreúva, no interior paulista. Ambos os projetos foram
formatados no modelo de workshops, com duração de 5 horas.
Segundo a
executiva da Siemens, o programa contribuiu positivamente para o clima
organizacional. “A iniciativa fortalece a imagem da empresa, valoriza o
programa de previdência privada e diminui o presenteísmo (trabalhar doente no
ambiente de trabalho)”, conta.
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