quarta-feira, 30 de abril de 2014

A história do homem que vai largar o trabalho e viver de renda aos 32 anos

Um dos principais segredos de Brandon Sutherland é cortar as despesas ao extremo

Brandon afirma que prefere investir em estratégias passivas (Learnvest)

Brandon Sutherland* decidiu, aos 32 anos, que vai deixar seu emprego como desenvolvedor de softwares e não pensa em conseguir outro. Em depoimento ao site Business Insider, o norte-americano contou que espera que seus investimentos forneçam uma renda que garanta as despesas essenciais para no mínimo os próximos trinta anos - se não indefinidamente.

“Você pode imaginar que eu tenho uma habilidade mágica para saber os números da loteria, mas não é o caso. Eu construí meu patrimônio simplesmente controlando meus gastos e investindo o máximo possível do meu salário”, conta Sutherland. Ele consegue investir mais de 70% do que ganha, e é isso que vai permitir sua aposentadoria precoce, em uma idade em que grande parte das pessoas ainda está começando a "decolar" em suas carreiras.

Softwares? Melhor viajar o mundo
Brandon conta que, quando se formou na faculdade, estava animado para trabalhar e ter uma carreira de sucesso como programador na cidade em que vive com sua esposa. Mas a realidade chegou e ele decidiu que não queria passar os próximos trinta anos fazendo a mesma coisa.

O programador disse que, ao invés de gastar com besteiras, juntava o dinheiro para viajar de tempo em tempo. A esposa de Sutherland é da Escócia e, assim, a cada cinco anos eles saíam dos empregos e iam passar vários meses viajando pela Europa e outros lugares. Em uma viagem pelo Tibet e Nepal, ele conta que percebeu o quão ricos são a maioria dos norte-americanos e que não precisava acumular dinheiro para ter grandes casas ou carros de luxo.

Baseado em dados históricos, Sutherland afirma que esperava conseguir retornos na casa de 5% ao ano, já descontada a nflação, e que precisaria retirar cerca de 4% de tudo anualmente para cobrir suas despesas essenciais. Assim, seu portfólio nunca ficaria sem dinheiro.

Alcançando a independência financeira
Após descobrir que era possível alcançar a independência financeira, Brandon passou a pesquisar como chegar nesse patamar da maneira mais rápida possível. Ele conta que prefere estratégias passivas de investimento, como fundos mútuos ou ETFs (fundos de índice, que 'espelham' algum indicador, ou seja, aplicam nos mesmos ativos que o compõe), ao invés de tentar acertar o tempo do mercado. “Eu invisto majoritariamente meu dinheiro em fundos diversificados de índice”, relata Sutherland.

Viver de maneira mais simples é meio caminho andadoDe acordo com Brandon, o fato dele e sua esposa terem poucas despesas foi fundamental para a decisão de uma aposentadoria precoce. “Se você nos encontrar na rua, você não pensaria que somos diferentes de qualquer casal norte-americano – exceto que somos muito bons em viver de maneira simples e frugal”, relata o programador.

Ele conta que pretende cortar os custos ainda mais após deixar seu emprego vivendo em países com baixo custo de vida como a Tailândia e a Guatemala. “Nós gostamos de viajar e conhecer novas culturas, então queremos conhecer o mundo e viver com menos ao mesmo tempo. E com sorte, eu ainda aproveito para viajar com milhas e pontos de recompensa”, conta Brandon Sutherland.

*O nome foi alterado

Fonte: Infomoney.com.br

terça-feira, 1 de abril de 2014

Crianças vêem, crianças fazem - Os primeiros passos da Educação Financeira dos Filhos




Você já viu uma campanha publicitária chamada “Children see, children do” (Crianças vêem, crianças fazem)? Mesclando situações comuns com outras bem chocantes, o vídeo mostra de forma bem direta como as crianças processam o comportamento dos adultos que lhe servem de exemplo.

Repare que ao final fica o lembrete para que busquemos dar sempre exemplos positivos para as nossas crianças. Toda essa reflexão sobre o comercial aplica-se a uma situação que toda família enfrenta: como ensinar educação financeira aos filhos?
As vezes não prestamos a devida atenção ao tema, mas os fundamentos da relação de seu filho com o dinheiro começam muito cedo, quando ele ainda nem entende direito para que serve o dinheiro. Mas ai é que a observação mais detalhada pode escapar aos seus olhos.
Se você pensa que seu filho só estará apto para entender melhor como lidar com o dinheiro quando estiver maiorzinho, já começou a seguir pelo caminho errado. Quando você vai ao shopping com seu filho pequeno e diz que vai comprar mais sapatos do que deveria “porque está trabalhando demais e merece este agrado”, pode ter certeza que ele vai trabalhar essa informação por assimilação. Sem maturidade e experiência com dinheiro, ao ganhar R$ 10 de um parente, por exemplo, ele pode resolver gastar tudo em balas, sem pensar duas vezes, “porque teve dever de casa demais e merece este agrado”. Afinal, foi este o exemplo que ele viu, portanto, não há como criticá-lo por pensar assim.
Preocupar-se em dar um bom exemplo, em ser um bom espelho, é o primeiro passo para que seu filhos comece a ter noções sobre como encarar o dinheiro.


APRENDENDO COM O ERRO

Você já deve ter enfrentado algumas fases no vermelho, possivelmente por ter usado o cartão de crédito sem muito critério. O que aconteceu? Foi preciso reduzir os gastos, administrar a dívida, enfim, passar um por um período de sufoco. O dinheiro brotou do céu para cobrir o buraco que você havia criado? Não. Infelizmente isso nunca acontece.
Sendo assim, teria que ser diferente com seu filho? A resposta é não, com certeza não. Então, quando ele receber a mesada, gastar tudo para comprar um jogo e precisar de mais dinheiro ao longo do mês, seja firme e não dê. Deixe que ele passe o aperto, que quebre a cabeça buscando soluções e, principalmente, que adquira responsabilidade através da própria experiência.

COMEÇANDO O DIRECIONAMENTO

Sobre outras etapas financeiras da vida, é preciso que você vá ensinando seu filho, à medida que puder. Por exemplo, comece a falar para ele desde cedo sobre a importância de guardar dinheiro, ensine primeiramente sobre as opções mais simples e usuais, como a caderneta de poupança, por exemplo. Motive-o a guardar dinheiro para atingir uma grande meta, como arcar com os próprios gastos em uma viagem de fim de ano. Desta forma ele vai incorporando o hábito para objetivos maiores ao longo da vida.
Fonte:Financasfemininas.com.br